sábado, 28 de junho de 2014

A Divina Comédia dos Mutantes

A Divina Comédia dos Mutantes

Passei grande parte da manhã do meu sábado dedicado a resolver tarefas domesticas como consertar a geladeira e comprar material elétrico etc. Tão logo dei cabo destas tarefas resolvi concluir a leitura do livro A Divina Comédia dos Mutantes, a biografia dos Mutantes escrita pelo jornalista Carlos Calado.

Hoje também ocorreu o jogo do Brasil contra o Chile pela Copa do Mundo, dei uma pausa para ver o primeiro tempo do jogo, mas quando o Chile empatou o jogo eu o abandonei e voltei para a leitura do livro. Nunca fui muito fã de futebol mesmo e até jogos da seleção brasileira não me atraem muito.

Eu e os livros dos Mutantes
Carlos Calado conta em detalhes mas de maneira dinâmica e breve com capítulos e parágrafos curtos que lhe prendem até a última palavra, a história deste grupo de pessoas que revolucionou o rock brasileiro. É uma verdadeira imersão nos anos 60 e 70 com passagens da história política, social e musical do Brasil. 

Eu tive o privilégio de crescer nos anos 60 e entrar na adolescência nos anos 70 então me identifiquei muito com o livro por ter sido contemporâneo de muitos eventos relatados pelo autor, por exemplo, o festival da musica popular brasileira da record de 1967, onde Gilberto Gil apresentou a musica Domingo no Parque acompanhado pelos Mutantes, esta música ficou em segundo lugar neste festival, só perdeu para a campeã Ponteio de Edu Lobo.

Eu assisti pela TV e me recordo, apesar de na época ter apenas 10 anos de idade, de varias cenas deste festival.

Declaração que escrevi ao concluir a leitura do livro ainda com a seleção brasileira
 empatada em 1X1 coma  seleção Chilena
Arnaldo e Sérgio Batista e Rita Lee eram muito jovens quando começaram o grupo musical que teve diversos nomes até que Ronnie Von que estava lendo na época o livro “O império dos Mutantes” do escritor francês Stefan Wul, sugeriu o nome Mutantes. Eu li este livro três vezes na minha vida e tenho uma cópia dele atualmente por isso pretendo lê-lo novamente em breve. É uma história absolutamente fantástica (merece uma resenha exclusiva aqui no blog). Os Mutantes participavam na época do programa de TV comandado pelo Ronnie Von.

Em minha opinião os Mutantes são o melhor grupo musical que já apareceu no Brasil e está entre os melhores do mundo, a sua música era extremamente eclética e inteligente abordando qualquer assunto e qualquer gênero que os três geniais mutantes achassem interessante, eles eram capazes de transformar qualquer assunto em musica e letra da melhor qualidade.

Sérgio, Arnaldo e Rita, Os Mutantes em 1968
No final de 1974 foram lançados dois discos no mercado, Atras do Porto tem uma Cidade da Rita Lee e seu novo grupo chamado Tutti-Frutti e Tudo foi feito pelo Sol de Sergio Batista e os Mutantes, sem o Arnaldo que também partiu para uma carreira solo.

Neste ano eu tinha entre 17 e 18 anos e só ouvia rock, meus preferidos eram YES, Pink Floyd, The Who e evidente qualquer coisa feita por qualquer um dos Beatles. Eu tinha a mania de pegar um LP (era como se chamavam os discos antigamente) e ouvir repetidas e continuas vezes até conhecer todas as musicas na intimidade.

Foi o que fiz com estes dois discos, ouvi milhares de vezes cada um durante meses seguidos, eles eram ultra vanguarda e diferente de tudo que havia na musica brasileira em 1974.

Capa do LP da Rita, Atrás do Porto tem uma Cidade

Capa do LP dos Mutantes Tudo foi feito pelo Sol

Ainda hoje sou fã e escuto os Mutantes, Arnado, Sergio e Rita no meu iPod frequentemente.


Para quem gosta de biografias, dos Mutantes e do Brasil daqueles tempos, esta é uma leitura imperdível.

Para provar que tenho uma copia do livro
O Império dos Mutantes

Capa da minha cópia do livro
O Império dos Mutantes

Para quem nunca viu ou sentiu o que eram os festivais da TV Record canal 7
nos anos 60, ai vai uma palhinha com Gilberto Gil e os Mutantes