quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Nossos concorrentes do cotidiano

Nossos concorrentes do cotidiano

No movimentado cruzamento da avenida Santos Dumont com a avenida Virgílio Távora em Fortaleza no estado do Ceará no sentido bairro centro, do lado direito, há um ponto de ônibus e ao lado deste uma barraquinha, destas que vendem de tudo que alguém de passagem pode precisar, por exemplo, balas, cigarros e um cafezinho que não sei se é bom por que nunca o experimentei.

Oferecer o que o cliente precisa na hora e no local que ele está é o segredo do varejista de sucesso, ontem, hoje e sempre.
Esta barraquinha também vende créditos para celular usando a mesma tecnologia que os varejistas do bairro em seu redor, ou seja, crédito eletrônico de celular com direito a pinpad e tudo. O mais importante que observo é a conveniencia e a rapidez na disposição deste serviços para os clientes que estão ali esperando o ônibus.

Para quem só precisa recarregar seu celular e não quer encarar uma fila para isso, este é o cara. Ele até oferece um bom papo com as noticias mais atualizadas do esporte, politica e sociedade.

O grande problema das grandes, médias e até pequenas redes de lojas de qualquer ramo é a falta de atenção naquilo que o cliente realmente precisa e no momento que ele precisa. Tanto dinheiro é gasto com marketing e propaganda para dizer ao cliente aquilo que na pratica de fato não funciona.

Milhares de horas de reuniões são dispendidas para decidir o que o consumidor deseja, sempre a portas fechadas e com super apresentações de power point e documentadas com as últimas tendencias de New York, London, Paris e até mesmo São Paulo ou Rio. Quando na verdade o que se precisa fazer aqui no Brasil é descer do salto e se engajar com o povo na rua, nos bares, restaurantes, shopping centers e etc.

O que o consumidor, que muitos estão chamando pomposamente de "shoppers" com esta tendencia de mesclar palavras estrangeiras em nosso idioma, tudo que esta pessoa que possui os recursos para deixar nosso negocio vigoroso e em ascensão, tudo o que ele quer é comprar o seu serviço ou produto do jeito mais rápido, simples e conveniente que encontrar.

O Seu João da barraquinha da Santos Dumont com a Virgílio Távora já sacou isso e já roubou um monte de clientes para seu serviço de venda de créditos eletrônicos de celular.